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domingo, 1 de julho de 2012


CAPÍTULO I
Resumo. - O direito reside na força.
A liberdade é uma idéia. O liberalismo.
O ouro. A fé. A autonomia.
O despotismo do capital.
O inimigo interno.
A multidão.
A anarquia.
A política e a moral.
O direito do mais forte.
O poder judaico-maçônico é invencível.
O fim justifica os meios.
A multidão é cega.
O alfabeto político.
As discórdias dos partidos.
A forma de governo que melhor conduz ao
nosso fim é a aristocracia.
As bebidas alcoólicas.
O classicismo.
A devassidão.
O princípio e as regras do governo Judaico e franco-maçon.
O terror.
Liberdade. Igualdade. Fraternidade.
O princípio do governo dinástico. A destruição
dos privilégios da aristocracia dos cristãos.
Cálculo psicológico. Abstração da liberdade.
Removibilidade dos representantes do povo
Nota: Onde se lê “cristão” leia-se goiym=não judeu ou gentio ou mesmo “tolo e cego
enganado”.
ABANDONANDO toda e qualquer fraseologia, estudemos cada idéia em si mesma e
esclareçamos a situação com comparações e deduções.
Formularei, portanto, nosso sistema do nosso ponto de vista e do ponto de vista dos
cristãos.
É preciso ter em vista que os homens de maus instintos são mais numerosos que os
de bons instintos. Por isso se obtém melhores resultados governando os homens pela
violência e o terror do que com discussões acadêmicas. Cada homem aspira ao poder, cada
qual, se pudesse, se tornaria ditador ; ao mesmo tempo, poucos são os que não estão
prontos a sacrificar o bem geral para conseguir o próprio bem.
Quem conteve as feras chamadas homens? Quem os guiou até agora? No princípio da
ordem social, submeteram-se à força bruta e cega, e mais tarde, à lei, que é essa força
mascarada. Concluo, pois, de acordo com a lei da natureza, que o direito reside na força

A liberdade política é uma idéia e não uma realidade. É preciso saber aplicar essa idéia,
quando for necessário atrair as massas populares ao seu partido com a isca duma idéia , se
esse partido formou o desígnio de esmagar o partido que se acha no poder (nota: ex: Rev.
Francesa). Esse problema torna-se fácil, se o adversário recebeu esse poder da idéia de
liberdade, do que se chama liberalismo, e sacrifica um pouco de sua força a essa idéia. E
eis onde aparecerá o triunfo de nossa teoria: as rédeas frouxas do poder serão logo tomadas,
em virtude da lei da natureza, por outras mãos porque a força cega do povo não pode ficar
um dia só sem guia, e o novo poder não faz mais do que tomar o lugar do antigo
enfraquecido pelo liberalismo.
Nos dias que correm, o poder do ouro substituiu o poder dos governos liberais. Houve
tempo em que a fé governou. A liberdade é irrealizável , porque ninguém sabe usar dela
dentro de justa medida. Basta deixar algum tempo o povo governar-se a si mesmo para que
logo essa autonomia se transforme em licença. Então, surgem dissensões que em breve se
transformam em batalhas sociais, nas quais os Estados se consomem e em que sua grandeza
se reduz a cinzas.
Se o Estado se esgota nas suas próprias convulsões ou se suas comoções intestinas o
põem a mercê dos inimigos externos, pode ser considerado irremediavelmente perdido; caiu
em nosso poder. O despotismo do capital, intacto entre nossas mãos, aparece-lhe como
uma tábua de salvação, à qual, queira ou não queira, tem de se agarrar para não ir ao fundo.
Aquele cuja alma liberal quiser considerar esses raciocínios como imorais, perguntarei:
se todo Estado tem dois inimigos, e se lhe é permitido, sem a menor pecha de imoralidade,
empregar contra o inimigo externo todos os meios de luta, como, por exemplo, não lhe dar
a conhecer seus planos de ataque ou defesa, surpreendê-lo à noite ou com forças superiores,
porque essas mesmas medidas, usadas contra um inimigo pior, que arruinaria a ordem
social e a propriedade, seriam ilícitas e imorais?
Um espírito equilibrado poderá esperar guiar com êxito as multidões por meio de
exortações sensatas e pela persuasão, quando o campo está aberto à contradição, mesmo
desarrazoada, mas que parece sedutora ao povo, que tudo compreende superficialmente? Os
homens, quer sejam ou não da plebe, guiam-se exclusivamente por suas paixões
mesquinhas, suas superstições, seus costumes, suas tradições e teorias sentimentais: são
escravos da divisão dos partidos que se opõem a qualquer harmonia razoável. Toda decisão
da multidão depende duma maioria ocasional ou, pelo menos, superficial; na sua ignorância
dos segredos políticos, a multidão toma resoluções absurdas ; e uma espécie de anarquia
arruina o governo.
A política nada tem de comum com a moral. O governo que se deixa guiar pela moral
não é político, e portanto, seu poder é frágil. Aquele que quer reinar deve recorrer à astúcia
e à hipocrisia. As grandes qualidades populares - franqueza e honestidade - são vícios na
política, porque derrubam mais os reis dos tronos do que o mais poderoso inimigo. Essas
qualidades devem ser os atributos dos reinos cristãos e não nos devemos deixar
absolutamente guiar por elas.
Nosso fim é possuir a força. A palavra "direito" é uma idéia abstrata que nada
justifica. Essa palavra significa simplesmente isto: "Dai-me o que eu quero, a fim de que
eu possa provar que sou mais forte do que vós". Onde começa o direito, onde acaba?
Num Estado em que o poder está mal organizado, em que as leis e o governo se tornam
impessoais por causa dos inúmeros direitos que o liberalismo criou, veio um novo direito, o

de me lançar, de acordo com a lei do mais forte, contra todas as regras e ordens
estabelecidas, derrubando-as; o de por a mão nas leis, remodelando as instituições e
tornando-me senhor daqueles que abandonaram os direitos que lhes dava a sua força,
renunciando a eles voluntariamente, liberalmente. . .
Em virtude da atual fragilidade de todos os poderes, nosso poder será mais duradouro
do que qualquer outro, porque será invencível até o momento em que estiver tão enraizado
que nenhuma astúcia o poderá destruir. . .
Do mal passageiro que ora somos obrigados a fazer nascerá o bem dum governo
inabalável, que restabelecerá a marcha regular do mecanismo das existências nacionais
perturbadas pelo liberalismo. O resultado justifica os meios. Prestamos atenção aos nossos
projetos, menos quanto ao bom e ao moral do que quanto ao útil e ao necessário.
Temos diante de nós um plano, no qual está exposto estrategicamente a linha de que
não nos podemos afastar sem correr o risco de ver destruído o trabalho de muitos séculos.
Para achar os meios que levam a esse fim, é preciso ter em conta a covardia, a
instabilidade, a inconstância da multidão, sua incapacidade em compreender e discernir as
condições de sua própria vida e de sua prosperidade. É necessário compreender que a força
da multidão é cega, insensata, sem raciocínio, indo para a direita ou para a esquerda (2).
Um cego não pode guiar outro cego sem levá-lo ao precipício ; do mesmo modo, os
membros da multidão, saídos do povo,- embora dotados de espírito genial, por nada
entenderem de política não podem pretender guiá-la sem perder a nação.
Somente um indivíduo preparado desde a meninice para a autocracia é capaz de
conhecer a linguagem e a realidade políticas. Um povo entregue a si próprio, isto é, aos
ambiciosos do seu meio, arruina-se na discórdia dos partidos, excitados pela sede do poder,
e nas desordens resultantes dessa discórdia. É possível às massas populares raciocinar
tranqüilamente, sem rivalidades intestinas, dirigir os negócios de um país que não podem
ser confundidos com os interesses pessoais? Poderão defender-se dos inimigos externos? É
impossível. Um plano, dividido por tantas cabeças quantas há na multidão, perde sua
unidade, tornando-se ininteligível e irrealizável.
Somente um autocrata pode elaborar planos vastos e claros, pondo cada cousa em seu
lugar no mecanismo da estrutura governamental. Concluamos, pois, que um governo útil
ao país e capaz de atingir o fim a que se propõe, deve ser entregue às mãos dum só
indivíduo responsável. Sem o despotismo absoluto, a civilização não pode existir ; ela não
é obra das massas, mas de seu guia, seja qual for (3). A multidão é um bárbaro que mostra
sua barbárie em todas as ocasiões. Logo que a multidão se apodera da liberdade,
transforma-a em anarquia, que é o mais alto grau de barbárie.
Vede esses animais embriagados com aguardente, imbecilizados pelo álcool, a quem o
direito de beber sem limites foi dado ao mesmo tempo que a liberdade. Não podemos
permitir que os nossos se degradem a esse ponto. Os povos cristãos estão sendo
embrutecidos pelas bebidas alcoólicas ; sua juventude está embrutecida pelos estudos
clássicos e pela devassidão precoce a que a impelem nossos agentes, professores, criados,
governantes de casas ricas, caixeiros, mulheres públicas nos lugares onde os cristãos se

divertem. (4). No número das últimas, incluo também as mulheres de boa vontade a
devassidão e o luxo das perdidas.
Nossa palavra de ordem é: Força e Hipocrisia. Somente a força pode triunfar na
política, sobretudo se estiver escondida nos talentos necessários aos homens de Estado. A
violência deve ser um princípio ; a astúcia e a hipocrisia, uma regra para os governos que
não queiram entregar sua coroa aos agentes de uma nova força. Esse mal é o único meio de
chegar ao fim, o bem. Por isso não nos devemos deter diante da corrupção, da velhacada e
da traição, todas as vezes que possam servir as nossas finalidades. Em política, é preciso
saber tomar a propriedade de outrem sem hesitar, se por esse meio temos de alcançar o
poder.
Nessa conquista pacífica, nosso Estado tem o direito de substituir os horrores da guerra
pelas condenações à morte, menos visíveis e mais proveitosas para conservar o terror (5)
que obriga os povos a obedecerem cegamente. Uma severidade justa, mas inflexível, é o
maior fator da força dum Estado ; não é somente nossa vantagem, porém nosso dever, para
obter a vitória, seguir esse programa de violência e hipocrisia. Semelhante doutrina,
baseada no cálculo, é tão eficaz quanto os meios que emprega. Não só por esses meios,
mas também por essa doutrina de severidade, nós triunfaremos e escravizaremos todos os
governos ao nosso supremo governo (6). Bastará que se saiba que somos inflexíveis para
que cesse toda insubordinação.
Fomos nós os primeiros que, já na antigüidade (7), lançamos ao povo as
palavras "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" (8), palavras repetidas tantas vezes
pelos papagaios inconscientes que, atraídos de toda a parte por essa isca, dela somente
tem usado para destruir a prosperidade do mundo, a verdadeira liberdade individual,
outrora tão bem garantida dos constrangimentos da multidão. Homens que se
julgavam inteligentes não souberam desvendar o sentido oculto dessas palavras, não viram
que se contradizem, não repararam que não há igualdade na natureza, (9), que nela não
pode haver liberdade, que a própria natureza estabeleceu a desigualdade dos espíritos, dos
caracteres e das inteligências, tão fortemente submetidos às suas leis ; esses homens não
sentiram que a multidão é uma força cega ; que os ambiciosos que elege são tão cegos em
política quanto ela ; que o iniciado, por mais tolo que seja, pode governar, enquanto que a
multidão dos não-iniciados, embora cheia de gênio, nada entende da política. Todas essas
considerações não abrolharam no espírito dos cristãos ; entretanto, é nisso que repousa o
princípio dinástico dos governos ; o pai transmite ao filho os segredos da política,
desconhecidos fora dos membros da família reinante, a fim de que ninguém os possa trair.
Mais tarde, o sentido da transmissão hereditária dos verdadeiros princípios da política se
perdeu. O êxito de nossa obra aumentou.
Todavia, no mundo, as palavras Liberdade, Igualdade, Fraternidade puseram em nossas
fileiras, por intermédio de nossos agentes cegos, legiões inteiras de homens que arvoraram
com entusiasmo nossos estandartes. Contudo, tais palavras eram os vermes que roíam a
prosperidade dos não-judeus, destruindo por toda a parte a paz, a tranqüilidade, a
solidariedade, minando todos os alicerces de seus Estados. Vereis pelo que se segue como
isso serviu ao nosso triunfo ; isso nos deu, entre outras cousas, a possibilidade de obter o
triunfo mais importante, isto é, a abolição dos privilégios, a própria essência da aristocracia
dos cristãos, o único meio de defesa que tinham contra nós os povos e as nações. (10).



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