BILLY GRAHAM:
EVANGELISTA OU PAPISTA?
Considerado o maior evangelista do século 20 por grande número de cristãos, Billy Graham tem demonstrado intensa admiração pelos adversários do verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo.
Nascido em 1918, num lar presbiteriano, o Dr. Graham diz ter sido salvo sob a pregação do evangelista batista Mordecai Ham em 1934. Sentiu-se chamado para o ministério enquanto estudava no Florida Bible Institute. Já em 1950 fundava a Associação Evangelística Billy Graham — mesmo ano em que começaram os programas de rádio A Hora da Decisão. Inicialmente apoiado por líderes fundamentalistas, ou seja, aqueles que se mantém firmes nos fundamentos do cristianismo protestante, acabou perdendo o apoio em 1957, por causa do aberto patrocínio do liberal Concílio de Igrejas da cidade de Nova Iorque. O comitê da Cruzada Graham em Nova Iorque incluía 120 modernistas que negavam a infalibilidade das Escrituras, o nascimento virginal de Cristo, o céu e o inferno, bem como outras doutrinas fundamentais das Escrituras.
Billy Graham, entretanto, mantinha calorosa comunhão com clérigos católicos havia muito tempo. Quando Fulton Sheen morreu em dezembro de 1979, o Dr. Graham testificou que ele “o havia conhecido por 35 anos” (Religious News Servive, 11/12/79). Fulton Sheen era um fiel filho de Roma. Em seu livro Treasure in Clay (Tesouro em Barro), Sheen disse que um de seus segredos espirituais era oferecer missa a Maria todo sábado. Ele disse: “Quando eu fui ordenado, tomei a decisão de oferecer o Sagrado Sacrifício da Eurcaristia todo sábado à Bendita Mãe... Tudo isso me dá muita certeza de que quando eu chegar diante do Trono do Julgamento de Cristo, Ele me dirá em Sua misericórdia: ‘Eu ouvi minha mãe falar de você.’ Durante minha vida fiz cerca de trinta peregrinações ao santuário de Nossa Senhora de Lourdes e dez ao seu santuário em Fátima.” (Fulton J. Sheen, Treasure in Clay, p. 317) Apesar de todas essas declarações, Billy Graham considerava Sheen um verdadeiro cristão e encontrava-se com ele para oração e comunhão.
Outro acontecimento estranhamente marcante foi o que se deu quando o Arcebispo católico de Boston, Richard Cushing, imprimiu “BRAVO BILLY” na capa de seu jornal diocesano durante a campanha de janeiro de 1950. Em uma entrevista ao Bookstore Journal, de novembro de 1991, Billy Graham se referiu a este como um dos pontos altos do seu ministério. A grande questão é: por quê líderes católicos dariam apoio ao trabalho evangelístico de um protestante? A resposta, entre tantos outros exemplos que poderiam ser citados, pode ser encontrada nos escritos do padre jesuíta Charles Dullea, Superior do Instituto Bíblico Pontifício em Roma. Em janeiro de 1972, ele escreveu um artigo na revista católica Homiletic & Pastoral Review dizendo que “os católicos não ouvirão qualquer desfeita contra a autoridade do gistério da Igreja, nem das prerrogativas Papal e Episcopal, nenhuma palavra contra a missa ou sacramentos ou práticas católicas. Graham não tem tempo para isso... O católico em minha opinião ouvirá pouco, se alguma coisa, com que não concorda.” Além disso, quando as igrejas católicas não participam de uma cruzada para acompanhar os que vêm ao altar na hora do “apelo”, os “decididos” de origem católica ficam simplesmente sem acompanhamento. O próprio Dullea escreve isso e acrescenta: “Fui informado que o percentual de decisões católicas por Cristo alcança quase 20% do todo”( Dullea, A Catholic Looks at Billy Graham, Paulist Press, p. 47)
Não apenas isso, mas os católicos que preenchem fichas de “decisão” são re-enviados para suas paróquias. Em 1982, durante uma campanha em New England, Boston, o padre Conley, Coordenador de Comunicações para a Arquidiocese, declarou: “O propósito da cruzada não é o de fazer proselitismo, ou seja, pessoas que vieram à frente durante a campanha foram então transferidas de volta para a Igreja Católica. Uma ocasião dessas ocorreu no Seminário Pope John XXIII em Weston, Massachussets, na noite de 9 de junho de 1982. Mais de 2.100 cartões foram entregues aos padres e freiras.” (Wilson Ewin, Evangelism: The Trojan Horese of the 1990’s)
Em agosto de 1982, Graham dirigiu uma cruzada em Spokane, Washington. A edição de 2 de setembro de 1983 do The Florida Catholic noticiou a ampla resposta católica: “Quando chegou a hora [a chamada ao altar], mais de 1.700 católicos se re-dedicaram. E em Milwaukee, onde o arcebispo também permitiu a participação católica, mais de 4.000 católicos responderam.” Todas essas pessoas foram encaminhadas para paróquias católicas. Não bastasse todo esse contra-senso, Billy Graham já se encontrou com o papa diversas vezes. Em 1979, Ele chamou o papa João Paulo II de “líder moral do mundo” (Religious News Service, 27/09/79). Ele também disse que João Paulo II “é quase um evangelista, porque ele exorta as pessoas a se voltarem para Cristo, voltarem-se para o cristianismo.” (The Star, 26/06/79).
Billy Graham também elogia os modernistas que negam a divindade de Cristo. Um desses foi Henry Van Dusen, presidente do extremamente liberal Union Theological Seminary. Van Dusen negava o nascimento virginal de Cristo. Em seu livro Liberal Theology, ele declarou que Jesus não é Deus. Van Dusen e sua esposa mais tarde cometeram suicídio juntos.
Outro liberal apoiado por Billy Graham foi John Sutherland Bonnell, que estava no comitê executivo e foi honrado por Graham na plataforma durante os cultos. Num artigo na revista Look (23/03/54) ele afirmou que não acreditava no nascimento virginal de Cristo ou na ressurreição corporal de Cristo, na inspiração da Escritura, num céu e inferno reais, etc.
Todavia, um dos mais escandalosos modernistas foi o bispo James A. Pike, que esteve envolvido em cruzadas do Dr. Graham. O bispo Pike negava a Trindade e três vezes foi acusado de heresia na Igreja Episcopal. Três vezes Pike foi apanhado pela polícia de San Francisco enquanto vagava bêbado pelas ruas altas hora da noite. Ele gastou quatro anos em intensa psicanálise. Pike se divorciou duas vezes, casou-se três, e teve pelo menos três outras mulheres. Uma delas cometeu suicídio, e uma de suas filhas também. Seu filho mais velho suicidou-se em 1966 aos 20 anos de idade (associado com a homossexualidade). Pike envolveu-se profundamente no ocultismo para tentar se comunicar com os falecidos. Três anos mais tarde, Pike morreu de uma queda de mais de 30 metros num Canyon remoto no deserto de Israel perto do Mar Morto. Seu corpo foi encontrado em decomposição cinco dias depois. Isso aconteceu durante a lua de mel com sua terceira esposa.
Muitos outros exemplos de gente incrédula, herege e inimiga do protestantismo bíblico poderiam ser citados em íntima conexão com o ministério de Billy Graham, a maioria destacada com honras pelo próprio Dr. Graham. Todos esses exemplos, no entanto, demonstram que Billy Graham pode ser considerado o maior promotor do ecumenismo papista no meio evangélico e apesar de já ter sido usado para a salvação de muitos, tem se tornado responsável pela perdição de outro tanto por aprovar o que Deus reprova e tentar conciliar Cristo e Belial. Se alguém pensa precipitadamente que essas coisas dizem respeito apenas a alguns incidentes, veja as próprias palavras de Billy Graham sobre questões fundamentais para a fé cristã.
Com a Palavra, Billy Graham
Declarações públicas cheias de conteúdo herético devidamente documentadas
· Ao receber o grau honorário da Faculdade da Abadia de Belmont (instituição católica): “Finalmente, o caminho da salvação não mudou. Eu sei como será o fim do livro. O Evangelho que construiu essa escola e o evangelho que me traz aqui hoje ainda é o caminho para a salvação.” (The Gastonia Gazette, Gastonia, North Carolina, 22/11/67)
· Sobre os “decididos” católicos: “Qualquer pessoa que tome uma decisão em nossos cultos é visitada mais tarde e encaminhada para um clérigo protestante, católico ou judeu.” (San Francisco News, 21/09/57)
· Sobre a 1ª visita do papa João Paulo II aos EUA: “O papa veio como um estadista e um pastor, mas eu creio que ele se vê vindo como um evangelista... O papa procurou falar à fome espiritual do nosso tempo do mesmo modo como os cristãos ao longo dos séculos têm falado às necessidades espirituais de cada era – encaminhando as pessoas a Cristo.” (The Saturday Evening Post, jan-fev/1980)
· Sobre o batismo de crianças no catolicismo: “...Eu creio que algo acontece no batismo de uma criança... Não podemos entender os milagres de Deus, mas eu creio que um milagre pode acontecer nessas crianças de modo que elas sejam regeneradas, isto é, feitas cristãs, através do batismo infantil. Se você quiser chamar isso de regeneração batismal, tudo bem para mim.” (Lutheran Standard, 10/10/61)
· Sobre o inferno como lugar de tormento de fogo literal: “Eu penso que o inferno é essencialmente a separação de Deus para sempre. E isso é o pior inferno que eu posso pensar. Mas acho que as pessoas têm passado um tempo difícil crendo que Deus vai permitir que as pessoas queimem em um fogo literal para sempre. Eu penso que o fogo é mencionado na Bíblia como uma sede ardente por Deus que nunca pode ser saciada.” (The Orlando (Florida) Sentinel, 10/04/1983)
· Sobre a condenação dos pagãos: “Eu costumava crer que os pagãos em países distantes estavam perdidos – iam para o inferno – se eles não tivessem o Evangelho de Jesus Cristo pregado a eles. Eu não creio mais nisso... Eu creio que há outras maneiras de reconhecer a existência de Deus – através da natureza, por exemplo – e diversas outras oportunidades, portanto, de dizer ‘sim’a Deus.” ( McCall Magazine, jan./78)
· Sobre o universalismo: “Eu creio que todos os que amam a Cristo, ou conhecem a Cristo, sejam conscientes disso ou não, são membros do Corpo de Cristo… Eles podem até não conhecer o nome de Jesus, mas eles sabem em seus corações que precisam de alguma coisa que não têm, e voltam-se para a única luz que eles possuem, e eu penso que eles estão salvos, e que eles vão estar no céu conosco... Eles creram em seus corações que há um Deus, e eles têm procurado viver uma vida bem diferente da comunidade ao seu redor.” ( entrevista por Robert Schuller em 03/05/97, publicada no Calvary Contender em 10/15/97)
· Sobre as traduções bíblicas modernistas recentemente lançadas. Falando especificamente da Good News for Modern Man (Today’s English Version), que substituiu a palavra “sangue” por “morte” quando fala da expiação de Jesus Cristo e corrompeu praticamente todas as passagens que lidam com a deidade de Cristo, porque seu tradutor Robert Bratcher não crê que Jesus Cristo é Deus, Billy Graham a chamou de “uma excelente tradução.”(M.L. Moser, Jr., The Devil’s Masterpiece, Little Rock: Challenge Press, 1970, p. 80)
· Sobre o nascimento virginal de Cristo: “Enquanto eu seguramente creio que Jesus Cristo nasceu de uma virgem, não encontro em lugar nenhum do Novo Testamento que essa crença especificamente seja necessária para a salvação pessoal.” (United Church of Observer, 01/06/66)
· Sobre a inerrância da Palavra de Deus: “Eu creio que a Bíblia é a Palavra de Deus inspirada e autoritativa, mas não uso a palavra inerrante, porque tem se tornado uma frágil palavra divisora.” (Newsweek, 26/04/82)
· Sobre a importância da Teologia: “Viagens pelo mundo e conhecer clérigos de todas as denominações tem ajudado a moldar-me num ser ecumênico. Estamos separados pela teologia e, em alguns casos, cultura e raça, mas tudo isso não significa mais nada para mim.” (US News & World Report, 19/12/88)
· Sobre a salvação pelo sangue de Cristo. Uma carta da Associação Evangelística Billy Graham enviada pelo Rev. W. H. Martindale, conselheiro espiritual da Associação, em 29/02/68 declara: “O Sr. Graham crê que somos salvos pelo sangue de Cristo, todavia, esse aspecto da doutrina cristã ele não enfatiza em suas mensagens. Isso é tarefa e prerrogativa dos pastores.”
Artigo do jornal DESAFIO DAS SEITAS, 3º Trimestre 2001, edição 19, páginas 1 e 3
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